O propósito de atuar em regiões de extrema vulnerabilidade social não ocorreu por acaso. Ao pesquisar dados de educação no Brasil e no mundo, além de vivências em alguns países da África e regiões do nordeste brasileiro, compreendemos que a educação em regiões de extrema vulnerabilidade social não é uma questão de carreira como nos centros desenvolvidos, mas de sobrevivência. Entender o porquê de favorecer crianças que estão além de nossa cidade ou bairro é difícil para muitas pessoas. Mas nós acreditamos que ao desenvolver projetos sociais em regiões desassistidas ou isoladas, beneficiando crianças africanas ou as do nordeste brasileiro, não somos impedidos em favorecer quem está próximo. Porque não fazer os dois? O que perdemos? Os dados que constam no Relatório de Monitoramento Global da Educação EPT/2013-14, lançado pela UNESCO em 2014, traduzem o significado e a importância da educação nas regiões que são nosso objetivo principal. Além de erradicar a pobreza, lutamos para combater a mortalidade infantil, materna, casamentos infantis e na adolescência, gravidez precoce, entre outros problemas sociais. Seguem abaixo os dados do relatório:

  • Em 2011, o número de crianças fora da escola no mundo foi de 57 milhões;
  • Metade das crianças fora da escola é de países em conflito;
  • Estima-se que metade das crianças fora da escola em todo o mundo jamais chegue a frequentá-la;
  • Em 2011, 69 milhões de adolescentes no mundo estavam fora da escola;
  • 250 milhões de crianças não sabem ler, escrever ou fazer operações básicas de matemática, 130 das quais estão na escola;
  • Se todas as mulheres completassem a educação primária, a mortalidade materna mundial seria 66% menor;
  • Estimativas apontam que 2,1 milhões de crianças menores de 5 anos foram salvas entre 1990 e 2009 em razão de avanços da educação em mulheres em idade reprodutiva;
  • Se todos os estudantes dos países de baixa renda saíssem da escola com habilidades básicas de leitura, 171 milhões de pessoas poderiam sair da linha da pobreza, equivalente a 12% da população global;
  • Se todas as mulheres dos países de baixa e média renda tivessem completado a educação primária, a taxa de mortalidade infantil cairia 15%, equivalente a 0,9 milhões de vidas; se completasse a educação secundária a queda seria em torno 49% ou 2,8 milhões de crianças;
  • Um ano adicional de instrução da mãe pode reduzir em até 14% a taxa de mortalidade por pneumonia, equivalente a 150 mil crianças/ano;
  • Se todas as mulheres completassem a educação primária, a incidência de diarréia cairia 8% nos países de baixa e média renda. Com a educação secundária, diminuiria 30%.
  • A probabilidade de uma criança ser vacinada contra difteria, tétano, coqueluche, aumentariam em 10% se todas as mulheres dos países de renda baixa e média completassem a educação primária e 43% se completassem a educação secundária.
  • Se todas as meninas de até 15 anos tivesse a educação primária, haveria uma redução de 14% de casamentos infantis, equivalente a 2,4 milhões de casamentos na África Subsaariana e no Sul da Ásia e 64% se tivessem a educação secundária.
  • Se todas as meninas menores de 17 anos da África Subsaariana e do Sul e Oeste da Ásia tivessem a educação primaria haveria uma redução em 10% de casos de gravidez precoce e 59% se tivesse a educação secundária.
  • Mulheres sem instrução chegam a ter até 6,7 filhos, com educação primária 5,8 e com educação secundária até 3,9 filhos.
  • As mulheres são as mais afetadas, correspondendo a 61% de todos os jovens analfabetos.

 

Temos consciência de que nossas iniciativas impactam em um pequeno número de crianças por enquanto – o projeto Escolas do Sertão atingiu 800 e projeto Livros para África 3000 crianças. Mas, sem dúvida, somando nossos esforços as iniciativas de outras organizações, temos certeza de que estamos ajudando a mudar o mundo. Para tanto, nosso desafio é realizar projetos sociais de alto impacto com ações em larga escala e com qualidade, além de incluir comunidades beneficiadas no processo produtivo dos artigos da grife social, gerando empreendedorismo, autonomia, renda e outros tipos de transformações sociais. Não deixe de multiplicar e participar do projeto Livros para África! Compre já sua camiseta, pois são com os recursos obtidos com as vendas que alimentam os nossos trabalhos e será fundamental para os projetos que a grife social OMUNGA irá realizar no futuro! Obrigado por visitarem nosso blog e lembrando sempre que essas são fotos do fotógrafo voluntário Max Schwoelk (www.maxschwoelk.com). Um forte abraço e até a próxima! Roberto Pascoal Empreendedor Social