Projeto OMUNGA no Monte Roraima - Patrocinadores
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O Projeto OMUNGA no Monte Roraima é a quarta iniciativa da OMUNGA, e a segunda viabilizada pela Lei de Incentivo à Cultura.

 

Entre as ações, tem como objetivo beneficiar crianças e professores da cidade de Uiramutã/RR, por meio de ações educativo-culturais realizadas nessa que é uma das cidades mais vulneráveis e isoladas do país.

Crianças beneficiadas pelo Projeto OMUNGA no Monte Roraima
Foto de Daniel Machado para o Projeto OMUNGA no Monte Roraima.

UIRAMUTÃ

Uiramutã está localizada no extremo norte brasileiro, interior do estado de Roraima, além das terras Yanomamis, na tríplice fronteira entre Brasil, Guiana e Venezuela. É considerado o município mais indígena do Brasil em proporção, onde 96,60% de sua população é formada por povos originários (IBGE, 2022). Ou seja, dos 13.751 habitantes, 13.283 são indígenas. As três etnias predominantes nesse território são os Macuxis, os Patamonas e os Ingarikós.

Uiramutã fica localizada no extremo norte do Brasil
Uiramutã fica localizada no extremo norte do Brasil

ETNIAS

MACUXI: Suas terras se dividem em duas áreas distintas: ao sul, os campos; ao norte, uma área de serras com a presença de florestas. Sua população se distribui em várias aldeias e pequenas habitações isoladas. Na floresta, as aldeias são compostas por grandes casas onde convivem grandes famílias ligadas entre si por laços de parentesco. Já nos campos geralmente encontram-se casas semelhantes espalhadas pelo território.

 

INGARIKÓ: No passado, famílias extensas viviam em uma única grande maloca redonda, com cobertura de palha em formato cônico. Atualmente, cada núcleo familiar, geralmente composto por um casal e seus filhos solteiros, habita uma casa próxima daquelas da mesma família. Esse conjunto de casas forma uma espécie de bairro constituído pela infraestrutura de uso comum: posto de saúde, escola, igreja e malocão de reuniões políticas.

 

PATAMONA: No Brasil, os Patamona têm presença minoritária na Terra Indígena Raposa Serra do Sol. Em relação aos casamentos, a regra tradicional é que o casal recém-casado more na aldeia da família da esposa. O homem deve prestar serviços aos pais da esposa, em diversas atividades. Cada comunidade tem um líder que mantém a organização e estabilidade do grupo e os representa perante outras organizações indígenas e comunidades externas.

ÍNDICES SOCIAIS E EDUCACIONAIS

O Índice de Vulnerabilidade Social (IVS/IPEA 2010) aponta para um patamar extremo de 0.694 pontos (valores entre 0,501 e 1 indicam vulnerabilidade social muito alta). Conforme PNUD (2010), o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de Uiramutã é classificado como muito baixo, sendo o 5º pior do Brasil.

 

Em 2017 o IDEB – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica para o ensino fundamental ficou em 4,2 para os anos iniciais e 3,6 para os anos finais, não atingindo a meta estabelecida para o município. Entre as explicações para este baixo índice está o difícil acesso às escolas e a falta de capacitação dos docentes.

 

Esses dados mostram que são necessárias ações para melhorar a qualidade de vida e da educação da cidade. O Projeto OMUNGA no Monte Roraima irá beneficiar 60 escolas municipais de Uiramutã, 225 professores e mais de 1800 alunos.

Foto de Daniel Machado para o Projeto OMUNGA no Monte Roraima.

O projeto compreende a realização de seis ciclos de desenvolvimento de professores de seu próprio território. A ideia é aproximar ainda mais a cultura e prática pedagógica com atividades que promovam a leitura, a escrita e a construção de projetos educativo-culturais. Também faz parte do projeto a produção de um documentário de média metragem sobre as riquezas culturais, naturais e humanas encontradas durante a execução do projeto e a produção de um livro contendo fotos, relatos e narrativas recolhidos na comunidade escolar e dos povos originários.

Buscando promover a democratização do acesso ao livro, a OMUNGA irá viabilizar a construção da primeira biblioteca da cidade, e desde 2023 estão sendo distribuídos livros de literatura infantojuvenil para formação de pequenos acervos nas escolas, incentivando o hábito da leitura.

 

Como contrapartida, a OMUNGA também irá produzir e disponibilizar um curso online gratuito sobre Cultura e Educação Indígena, elaborado em conjuntos com professores e pesquisadores da área.

OBJETIVOS

06 Ciclos de formações com professores

24 Oficinas | 144 horas-aula

Distribuição de 2.400 livros

Documentário sobre a jornada do projeto

Livro de fotografias e relatos da comunidade

 

Beneficiados diretos:

225 Professores

1.800 Crianças e adolescentes

 

Desde 2020, já foram realizadas cinco expedições para Uiramutã com o objetivo de conhecer o contexto, a realidade, as características e a história da cidade, além de realizar momentos de escuta com o poder público municipal, professores, famílias e dos líderes dos povos originários, denominados Tuxauas. Todos os encontros foram fundamentais para a elaboração do projeto em comum acordo, e organização do início de sua execução.

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