Novo Projeto da OMUNGA via Lei Rouanet: OMUNGA na Amazônia | Ilha do Marajó

Projeto OMUNGA na Amazônia | Ilha do Marajó via Lei RouanetO Brasil é um país continental e multicultural. Mas as oportunidades, os investimentos e o acesso à cultura e a mais educação ainda não chegam da mesma forma a todos os territórios.

É nesse contexto que nasce o Projeto OMUNGA na Amazônia | Ilha do Marajó. Uma iniciativa que propõe a continuidade das ações da OMUNGA na Amazônia Legal, via Lei Rouanet.

A cidade atendida será Chaves, no interior do Pará, na Ilha do Marajó, onde serão desenvolvidas ações de leitura, memória, patrimônio cultural e meio ambiente.

Chaves está entre os municípios mais vulneráveis e isolados do Brasil, território foco da OMUNGA. São cerca de 20 mil habitantes, comunidades separadas por grandes distâncias e deslocamentos unicamente fluviais. O município possui 100 escolas públicas em funcionamento, mas nenhuma delas conta com biblioteca.

Na Ilha do Marajó, o projeto envolverá 311 Professores e aproximadamente 7.400 estudantes da rede pública de Chaves, por meio das seguintes ações:

• 6 Ciclos de Desenvolvimento de Professores, realizados no próprio território, totalizando 144 horas de atividades.

• 2 Ciclos de Monitoramento, junto a gestores e coordenadores de ensino do município, para auxiliar na implementação das atividades propostas durante os ciclos.

• Distribuição de 3.500 livros infantis e infantojuvenis para todas as escolas municipais de Chaves, contribuindo para a criação de espaços literários.

• Produção de um documentário de média-metragem sobre as memórias, tradições e riquezas culturais e ambientais dessa parte da Amazônia Legal, que também compõem nossa identidade nacional.

Produção de um livro fotográfico, em mais uma parceria com o fotógrafo documental e humanitário Érico Hiller. Um registro construído a partir das memórias, histórias e saberes comunitários, revelados por meio da fotografia e das vozes da própria Ilha do Marajó. Um livro que nasce da escuta e do olhar atento para aquilo que o próprio território escolhe contar e preservar. Serão produzidos 1.000 exemplares.

Há mais de treze anos, a OMUNGA atua em alguns dos territórios mais distantes ou isolados do país. Cidades com indicadores sociais e educacionais em patamares alarmantes e onde poucas organizações sociais atuam, como Chaves, que registrou, no IDEB 2023, índice de 3,0 nos anos iniciais e 3,1 nos anos finais do Ensino Fundamental, abaixo das médias do Pará (Fonte: MEC/INEP, IDEB 2023). Já estivemos no sertão do Piauí (Projeto OMUNGA no Sertão) e em Atalaia do Norte, no interior do Amazonas, na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia (Projeto OMUNGA na Amazônia) e estamos em Uiramutã, no extremo norte de Roraima, na fronteira com a Guiana e a Venezuela, dentro da Terra Indígena Raposa Serra do Sol (Projeto OMUNGA no Monte Roraima).

Ao longo dessa trajetória, a OMUNGA já impactou 9.445 crianças e estudantes e 1.012 Professores, arrecadou e distribuiu mais de 75.000 livros e viabilizou 69 espaços literários em territórios distantes ou isolados do Brasil.

Após atuar em tantos territórios específicos e conviver com culturas tão singulares, aprendemos que entrar em um território exige muito mais do que logística. Exige escuta, respeito e capacidade de diálogo intercultural.

A OMUNGA não chega para dizer a uma comunidade o que ela precisa. Não levamos verdades prontas. Escutamos Professores, lideranças tradicionais, gestores e moradores. Procuramos compreender seus saberes, suas memórias, sua cultura e sua relação com o território. A partir dessa escuta, transformamos as demandas locais em ações possíveis dentro das esferas educativa, cultural e ambiental. Nossos projetos são construídos de dentro para fora. E as lideranças acompanham toda a execução, sendo continuamente atualizadas sobre cada etapa do projeto.

Investir nesse projeto significa também contribuir para algo maior. A descentralização dos recursos da Lei Rouanet. Fazer com que o incentivo à cultura atravesse os centros tradicionais e alcance territórios historicamente desassistidos, onde o acesso a livros, formação e equipamentos culturais ainda é profundamente insuficiente ou nulo.

Empresas como Whirlpool Corporation, Bayer Brasil, IBM, TK Elevator, Havan, WEG, Martinelli Advogados e Deloitte, entre outras, já caminharam conosco em diferentes momentos dessa história.

Agora, queremos construir um novo capítulo na Amazônia Legal, na Ilha do Marajó e na vida de centenas de Professores e milhares de crianças de uma das regiões mais distantes e isoladas do Brasil.

Porque investir em cultura também é escolher onde queremos que a cultura chegue.

E, se a Lei Rouanet também existe para ampliar o acesso à cultura, criar caminhos e oferecer ferramentas capazes de fortalecer pessoas e territórios, gerando mais autonomia, liberdade e poder de escolha para quem mais precisa, conheça este projeto.

Pois, para construir um mundo melhor, precisamos pensar em todos. Inclusive naqueles que vivem onde quase ninguém chega.

Projeto OMUNGA na Amazônia | Ilha do Marajó. Um investimento que atravessa territórios e gerações.

Por meio da Lei Rouanet, é possível direcionar parte do Imposto de Renda devido para apoiar projetos culturais aprovados pelo Ministério da Cultura. Pessoas físicas podem destinar até 6% do imposto devido e empresas tributadas com base no lucro real, até 4%. Se esse é o seu caso, entre em contato com a OMUNGA e venha fazer parte dessa jornada, ajudando a levar livros, cultura e mais educação a territórios onde poucos chegam. Escreva para [email protected] e solicite mais informações. Esperamos por você!

Agradecemos por visitar o nosso BLOG.

Com carinho e gratidão, Equipe de Comunicação da OMUNGA.